Ele vem correndo pelos campos. Carrega nos braços a ultima coisa limpa e pura com a qual se deparou em anos. Aperta forte contra o coração. Um bebê. Um raio de luz nas trevas espessas. Ele o encontrou brincando entre os mortos. Sorrindo e rolando.
Ele corre pelas pastagens. As balas zunem ao redor. Olhando por cima dos seus ombros o garotinho sorri para os fuzis. Com o canto do olho o homem percebe seu sorriso. É como se fosse atingido por um raio. Ele pára. Ele tem de parar, por Deus. Compreendeu. Sorri também.
As balas perfuram os dois um milhão de vezes.
A luz apaga.
Próximo ato.
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