Caminhando pela calçada
Passos firmes e certeiros
Pé ante pé, sem retorno
Tão espontâneos em sua lógica retilínea
Coerentes como só o impensado pode ser
Firmes e certeiros... pés
Ecoando na eternidade
Caminhando entre os que dormem
Tão lúcido, tão inteiro
Absolutamente aqui
Como um rochedo
Que se move como uma pluma
Ao sabor do vento
E certeiro como uma flecha
Caminhando pela calçada
De modo triunfal
Triunfando sobre todos
Triunfando sobre ninguém
Premiado com o nada
Premiado com a arbitrariedade
Com o absurdo de ser livre
Esse momento
Ele não pode ser apagado
Jamais!
É absoluto! Pé ante pé!
Firme, firme, firme!
Inviolável!
Não vês?!
Somos eternos, homem!
Somos condenados a eternidade
Jamais conheceremos o não-ser
Não vês?!
Jamais!
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