terça-feira, 16 de outubro de 2012

Depois de três dias de insônia.

De que me importa o passado? O tempo “perdido” ou o tempo “ganho”, os lamentos intermináveis, o orgulho “infantil”. De que me importa o passado, afinal? Que se foda o passado. Só importa o que puder tirar de aprendizado daquilo que já passou, e esse aprendizado só me importa na medida em que me é útil para determinar o que farei. Meus erros são "computados" na medida em que me permitem acertar hoje, e não enquanto me impelem, por meio do remorso, a viver no ontem. Encontro um meio de me perdoar, ou de não entrar em um estado de "superestima". Encontro o caminho para lidar com aquilo que fiz, os estados de espírito que vivi, e assim vou me libertando deles. Achando algum grau de indiferença "amorosa" ou fraternal, sem (muita) hostilidade, em relação àquilo que fui, para que uma porta aberta para me tornar algo diferente permaneça disponível, ou melhor, "perceptível". Porque a liberdade (tanto no que ela é boa, quanto no que é ruim) sempre permanece ao lado de todos, na incompletude que todos exeprimentamos, na pergunta, na dúvida.

E por último: Não vivo assim porque Jesus mandou ou o Buda disse que era correto. Não faço isso para ser amado por Deus. Não faço isso porque assim reza a moral e os bons costumes. Não tento viver assim porque Sócrates assim vivia. Faço isso porque aprendi que assim se sofre menos, bem menos. Então preste atenção.

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