domingo, 10 de fevereiro de 2013

Working for the man.

De que me serve uma multidão de adoradores,
Se só experimento solidão em meio a eles?
De que me serve todo o dinheiro do mundo,
Se for tão pobre a ponto de só buscar esse papel colorido?
De que me servem todas as amantes do mundo,
Se a angustia me rouba a presença de todas elas?
Se estamos apenas desconectados, desconectados...
De que me serve pôr abaixo todos os “inimigos”,
Se dentro de mim não encontro paz?
De que serve este sofá confortável combinando
Com a mesinha de centro e o abajur no canto da sala,
Se não encontro descanso?
Não encontro descanso!
Não encontro descanso!
O que você me vendeu, homem?
Por que comprei?
O que você me prometeu, homem?
Por que acreditei?
Você me quis uma besta que consome
Que se consome
Mas não sou
Não caibo aí
E isso devo a você
Mostrou-me o que não sou
E por isso sou grato a você, homem.
E mesmo que eu não saiba o que sou
Ou o que me é
Tomo meu caminho
Vou embora.

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