A “morte” de um deus significa apenas o nascimento
de outro. Não há nem um só ser humano no mundo que viva sem um deus. Não há
quem não adore. O homem simplesmente não se basta a si mesmo. Ele sempre se voltará
para algo que o transcende. Se lhe é negada a possibilidade de transcendência
em um sentido extra-mundano, ele procurará a transcendência no mundo. Morre o
catolicismo (como “religião das massas”) p. ex., nasce o consumismo. Morre um
deus de barro, nasce um deus de polipropileno.
Uma das idéias de um caminho “espiritual” é a de refinar
cada vez mais essa necessidade de transcendência. Pra que o indivíduo não fique
preso em uma armadilha consumista, por exemplo, ou as muitas outras e muito
mais sutis armadilhas ideológicas. Pra que o indivíduo “não seja enganado pelas
coisas”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário